terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vendas

Maltinha,

Em primeiro lugar, queremos agradecer a disponibilidade que demonstraram em participar no peditório da AMI.
 
No próximo fim-de-semana vai haver venda na Igreja do Prior Velho. Deêm a vossa disponibilidade.



Igreja do Prior Velho

30 de Outubro - Sábado

18.30
Rute Cerqueira
Chloé

Pulga
Filipa Mesquita


31 de Outubro - Domingo

10.30

Susana 







Fomos convidados pela Universidade Católica de Sintra para estarmos presentes no dia 4 de Novembro na Semana da Solidariedade.
A venda decorre das 08.00 às 18.00. Deêm também a vossa disponibilidade e quem pode ir buscar os caixotes

08.00-10.00

Rita Revez
Susana


10.00-12.00
Rita Revez
Susana


12.00-14.00
Rita Revez
Susana


14.00-16.00
Filipa Mesquita


16.00-18.00
Rute Cerqueira - 16.30
Filipa Mesquita




Morada:Campus de Sintra da Universidade Católica Portuguesa
Estrada Octávio Pato
2635-631 Rio de Mouro


Obrigada,

Tamos Juntos,

A Direcção

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vamos todos participar no Peditório da AMI?

Maltinha,

O XVII Peditório da AMI realiza-se de 21 a 24 de Outubro em vários locais públicos.
Vimos pedir a vossa colaboração nesta acção para que juntos possamos ajudar em causas que merecem tanto a nossa atenção.

Deixamo-vos aqui a lista dos locais, nº de voluntários necessários e os turnos.

Se todos dermos um pouco do nosso tempo será muito fácil de preencher muitos destes turnos.

Obrigada a todos,

Tamos juntos,


Quinta-feira dia 21 de Outubro


1. Av. da Liberdade (junto à sede do BES )Voluntários necessários: 2 elementos (Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)
Maria Cabral - 10 às 12h
Susana Val – 17 às 18h


2. Av. de Roma (junto C. Com. Roma) Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)

3. Av . da Igreja (frente ao Restaurante Tico e entre a loja Vista Alegre e Farmácia LIBIA) Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)
Filipa Mesquita – 15 às 18h
Miguel Jarimba - 15 às 18h

4. Av. da República ( junto ao Metro do Campo Pequeno c/ a Av. de Berna) Voluntários necessários: 3 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)
Mariana Madrinha – 16 às 18h
Inês Madrinha - 16 às  18h


5. Estação da CP- Cais do Sodré (Junto ao Pingo Doce) Voluntários necessários:2 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)
Catarina Pires – 14 às 16h
Filipa Portela - 14 às 16h

6. Forum Almada Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 18h às 24h )
Ana Amaral – 20 às 24h
Inês Simões - 20 às 24h

Sexta-feira DIA 22 DE OUTUBRO

1. Av. Da Liberdade – Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha
Maria Cabral - 10 às 12h

2. Av. de Roma ( junto á porta do Centro C. Roma) Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)

3. Largo do Rato (junto ao Metro c/ a Rua Brancamp) Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 9h às 18 h no horário à sua escolha)
Ana Amaral – 9-10.30
Catarina Pires - 12 às 14h
Filipa Santos - 12 às 14h

4. Centro Comercial Colombo - Junto à saída/entrada do Metro e no exterior Voluntários necessários: 1 elemento ( Período das 10h às 18h no horário à sua escolha)

5. Monumental (junto ao Metro do Saldanha) Voluntários necessários: 2 elementos (Período entre as 9h e as 18h)

6. Chiado (frente ao Café a Brasileira e junto à saída/entrada do Metro) Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 9h às 18h no horário à sua escolha )
Paula Souto - 16-18h
Ana Lopes - 16-18h


7. Centro Comercial Fonte Nova Voluntários necessários: 2 elementos no Período das 10h às 14h e 2 elementos ( Período das 19h às 23h )
Ana Amaral – 19-22.00
Susana Val - 19-21.00
Isabel Nobre - 19 às 23h

8. Oeiras Parque Voluntários necessários: 1 elemento ( Período das 18h às 23h )
Rita Roquette– 18-23.00

9. Forum Almada Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 19h às 24h )
Inês Simões - 19 às 24h
Rute Cerqueira - 19 às 24h


Sábado dia 23 de Outubro

1. Lidl da Rua Rio de Janeiro ( perto da Igreja S. João de Brito) Voluntários necessários: 3 elementos ( Período das 9h às 18h no horário à sua escolha)
Filipa Mesquita – 13 às 16h
Paula Souto – 13 às 16h
Isabel Nobre - 9 às 12h
Miguel Jarimba - 9 às 12h

2. Centro Comercial Alegro – Frente ao Jumbo –Voluntários necessários: 1 elemento ( no Período das 13h às 23h no horário à sua escolha)

3. Oeiras Parque   Voluntários necessários: 1 elemento ( Período das 10h às18h no horário à sua escolha)
Joana Lagos - 10 às 13h
Chloé Matias - 17 às 19.30
Isabel  Nobre - 14 às 18h

5. Forum Almada  Voluntários necessários: 1 elementos no período das 14h às 19h e 2 elementos no horário das 19h às 23h


Domingo DIA 24 DE OUTUBRO

1. Oeiras Parque  Voluntários necessários: 4 elementos ( Período das 10h às 23h no horário à sua escolha)
Bela - 10 às 13h
Rita Roquette - 15 às 18h
Paula Souto  - 15 às 18h

2. El Corte Inglês Voluntários necessários: 3 elementos ( Período das 10h às 23h no horário à sua escolha)
Chloé Matias - 17 às 19.30
3. Lidl da Rua Rio de Janeiro ( perto da Igreja S. João de Brito) Voluntários necessários: 3 elementos Período das 9h às 13h

4. Centro C. Alegro – frente ao Jumbo Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 10h às 13h )

5. Forum Almada  Voluntários necessários: 2 elementos ( Período das 14h às 19h e 2 elementos das 19h às 24h)

6. Estação de comboios de Cascais Voluntários necessários: 3 elementos ( Período das 10h às 13h)
Catarina Jardim - 10 às 13h
Joana Lagos - 10 às  13h
Rita Roquette - 10 às 13h

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Jornal de Quelimane - Notícia da Equipa d´África

O bom empenho do grupo Equipa d’ África


Renúncia das férias nas praias da Equipa d’ África para fazer trabalhos de voluntariado em Moçambique

A coordenadora do centro Ponto de Encontro Maria Grazia Emanuelli fala do bom empenho do grupo Equipa d`África que está fazendo o trabalho de voluntariado há um mês.

É difícil julgar porque ainda não terminaram o seu voluntariado. Mas olhando sobre aquilo que tem sido a realidade da PMO, podemos afirmar quem o voluntariado é algo de muito notável na Europa.

O grupo Equipa d’África renunciou gozar as férias nas praias, como de hábito, para vir trabalhar cá connosco.

Ao longo das 6 semanas de serviço no PdE, o grupo demonstrou-se muito empenhado e objectivo; trabalhou nas actividades mais visíveis como informática, francês, guitarra e outras menos evidentes como a catalogação de 960 livros e o apoio aos serviços de secretaria e na biblioteca. As jovens deram também um curso de língua portuguesa aos italianos.

Admiramos tanto a disponibilidade delas. Nas próximas vezes poderiam reduzir um pouco as actividades e dar informação na área de voluntariado. Se voltassem seria muito bonito e maravilhoso.

Os alunos da professora Rita, do curso de francês, revelaram à nossa equipa de reportagem que a explicação da professora é boa e compreensível; também sabe dar-se com os alunos. Por sua vez eles gostariam que o tempo das aulas do primeiro nível aumentasse de mais uma semana, visto que não puderam ter o segundo nível.

As voluntárias afirmaram que em pouco tempo aprenderam mais do que estava previsto na planificação.

Procuramos saber das professoras se já tinham dado aulas e a resposta foi afirmativa.

O principal objectivo do grupo, no seu tempo de missão, é apoiar toda a actividade que proporciona o desenvolvimento do povo, como é neste centro de Quelimane.


Felisberto Silvério e Nedsson Benefode Anastácio

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Partilha da Visita de grupos

O auto-conhecimento e o crescimento a que fomos chamados é algo em que devemos reflectir e tentar aplicar na nossa forma de estar e relacionar com os outros, para que dessa forma realizemos a nossa própria missão. O que fazemos é sem dúvida o reflexo daquilo que somos.


Cada pessoa vive cada experiência de uma forma diferente, embora tenhamos todos um objectivo maior e mais válido do que a satisfação individual da nossa experiência. Peço para que cada um de nós consiga ter tempo para pensar, entender e aceitar cada momento atendendo ao propósito da nossa caminhada.

Há quem diga que necessitaria que lhe obrigassem por vezes a parar e lembrar de tudo o que retiraram da preparação e da missão em si. O apelo que faço neste sentido é que se esforcem por manter sempre presente o que conseguiram identificar como pontos de mudança.

O que defendemos aproxima-nos… que estejamos sempre juntos.

Um abraço



Felisbela Paixão


Fazer esta viagem fez-me ver a grandeza daquele povo e o quanto é bom estar naquele país., um país que acolhe a EA já faz 12 anos e no qual muitos já consideram a sua segunda terra. A visita passou também por Portugal, nosso país que tanto precisa de nós... Missão não tem lugar, missão é onde é preciso, é onde podemos dar um pouco de nós sem receber nada em troca, é amar o próximo com tudo o que temos, é abrir o coração e dar...

Miguel Jarimba

Partilha Setúbal

O projecto de Setúbal foi um despertar de emoções que englobou toda uma aprendizagem, que se revelou muito gratificante para nós. Foi muito interessante o contacto com outra realidade muito diferente da que estamos habituados diariamente, desde o contacto com o Centro Jovem Tabor até à Caritas de Setúbal. O Tabor desde logo nos ofereceu todos os recursos disponíveis: a Dra. Mariana, uma das responsáveis, demonstrou-nos total disponibilidade e um grande sentido de acolhimento à equipa no Centro Jovem, abrindo-nos as portas do nosso projecto; não houve quaisquer reservas, desde a direcção passando pelas auxiliares até aos miúdos, o que para nós foi muito importante.

Os jovens acolheram-nos de braços abertos, ansiando a cada dia a actividade preparada para eles, e por vezes eram descobertos alguns detalhes antes das actividades por estes estarem sempre a tentar ouvir as nossas reuniões. Quando nos reuniamos em oração esta era sempre finalizada por ruidos estranhos provocados por visitantes nocturnos, o que se tornou de certo modo engraçado, uma vez que se tornou um hábito. Todas as actividades como o peddy papper, o cluedo ou até o arraial foram muito interessantes, uma vez que houve da parte dos miúdos uma grande aderência e expectativa, sem esquecer também a ida a Tróia e as inúmeras corridas no escuro da caça ao homem.


Na Cáritas, o contacto com os idosos foi espectacular. Não estavamos à espera de encontrar tão boa disposição e fomos bastante bem recebidos. Gostaria de deixar um especial agradecimento à Dra. Neves que nos recebeu de braços abertos e mostrou ser uma pessoa indispensável para a Caritas Idosos; não nos podemos esquecer das histórias e anedotas que nos foram partilhadas e das rimas constantes no diálogo entre os idosos, que demonstra uma grade alegria e boa disposição. Na Caritas Sem abrigo, foi-nos dada a conhecer uma realidade completamente diferente da que vivemos no dia-a-dia, conhecemos pessoas que nunca diríamos, se as víssemos na rua, que frequentavam a Caritas. Tivemos a oportunidade de conhecer melhor esta realidade e aprender como se processa toda a distribuição da Caritas, conhecemos pessoas muito simpáticas e atenciosas, o que nos mostrou que nesta instituição há muita fraternidade e atenção pelo próximo.



Márcio Silva

Partilha Vale de Água

Era uma vez seis moças e um moço: a moça Zeza, considerada “Mami” pelas restantes; a moça Rute, que estava sempre pronta para tudo irradiando uma fortaleza enorme; a moça Lisa tão sorridente e disposta para os outros; a moça Su cheia de energia e de boa-disposição; a moça Inês sempre calma e serena, a moça Tita que transmitia alegria e o moço David que tinha uma grande paciência. Pois estes moços, através da Equipa D’África, aceitaram o desafio de fazer projecto no Alentejo, numa aldeia encantadora chamada Vale D’Água.


Mas este projecto não teve igual impacto para todos da mesma maneira, pois são todos diferentes e cada um sente à sua maneira. Por tanto, decidi contar o significado que este projecto teve na vida da moça Tita.

Logo no dia da viagem com destino a Vale D’Água, a moça Tita sentiu-se muito bem acolhida e recebida pelas outras moças. Foi extraordinário a ligação e união que se criou entre todas as moças durante o projecto. A Tita soube logo que podia confiar em cada uma das suas moças para o que fosse necessário.

De manhã, a moça Tita ia com uma auxiliar ao domicílio de vários idosos. Ajudava no que fosse necessário (fazer camas, mudar fraldas, varrer o chão…) mas o mais importante era fazer companhia, estar, e partilhar o seu tempo com eles. A Tita apercebeu-se, talvez não de imediato, que os idosos precisavam muito dessa companhia, dessa atenção, desse afecto, que a Tita dava com muito amor.

A Tita ouviu muitas grandes histórias de vida ao longo do projecto. Todas estas histórias ensinaram-lhe que devemos amar sem reservas, entregarmo-nos completamente ao outro, não desistirmos frente a adversidades que nos parecem à primeira vista impossíveis de enfrentar e, fundamentalmente, ensinaram-lhe que devemos ter esperança!

À tarde, a moça Tita e o resto do grupo União (foi esta a maneira que as moças e o moço designaram o seu grupo devido à forte união que sentiam entre eles), encontravam-se com as crianças de Vale D´Água num espaço grande que pertencia à associação de moradores. Nesse espaço o grupo União partilhava momentos de diversão, de reflexão e de partilha com crianças desde os 4 aos 15 anos. As crianças de Vale D’Água também foram muito importantes para a Tita. Eram crianças muito generosas que tinham muitos sonhos. O grupo União brincava com elas, fazia jogos, fazia actividades sobre vários temas (assertividade, alimentação, artes plásticas, etc.) Mas o dia que a Tita passou com as crianças e do qual gostou mais e considerou mais importante foi o chamado dia do “voluntário”.

Neste dia, o Miguel (que é o magnífico boss da Equipa D’África) fez uma apresentação à cerca do voluntariado realizado pela E.A e mostrou um vídeo à medida que ia explicando esta temática. No fim desta apresentação falaram sobre o significado do “voluntariado” e as crianças partilharam vários exemplos de voluntariado. «Que tipo de voluntariado poderiam vocês fazer aqui em Vale D’Água?» foi a pergunta que o grupo União e o Miguel fizeram às crianças. Uma delas, a mais crescidinha, respondeu «Podemos ir visitar os idosos a suas casas e fazermos-lhes companhia!». E foi mesmo isso que foi feito a seguir à apresentação. As crianças, as moças e o Miguel dividiram-se em dois grupos para irem visitar duas idosas a suas casas. O grupo da Tita foi a casa de uma senhora de 98 anos que era muito querida. A senhora falou da sua infância, do trabalho que fazia no campo, do seu marido – que estava acamado em sua casa devido a um A.V.C – dos seus filhos, dos seus sonhos de criança… Enfim partilhou a sua história de vida. E foi tão bom! Porque as crianças participaram na conversa, fizeram perguntas, e viram que elas têm muitas mais oportunidades do que aquela idosa teve quando tinha a idade delas. Foi tão importante esse dia!

 A Tita acreditou que as crianças se tinham apercebido da importância que elas podem ter na vida dos outros com um simples e grandioso gesto. E da importância de irem de vez em quando a casa dos idosos e fazerem-lhes um pouco de companhia em vez de ficarem sentados à frente das consolas. E do bem que se sentiam ao fazerem-no!

À noite, depois de jantar, as moças conversavam um bocado e depois faziam a oração da noite. Normalmente as partilhas eram longas porque um dia às vezes parecia um mês pois eram tantas as coisas que as moças faziam e viviam e queriam partilhar tudo!

Quase todas os dias o grupo União ia assistir ao espectacular e único pôr-do-sol em Vale D’Água. Sentavam-se debaixo de uma árvore muito grande (o chamado spot) e contemplavam a paisagem em silêncio ou entoando um cântico. Ir ao spot era “parar”. Era um momento de introspecção e de sintonia com Deus.

A moça Tita não poderia ter imaginado que o projecto ia ser tão espectacular e único! Foi muito gratificante para ela estar presente neste projecto, pois cresceu imenso por dentro e sentiu-se tão, mas tão cheia ao regressar a Lisboa. E claro, sentiu-se e sente-se muito unida às suas queridas e amigas moças e moço pois foi também graças a eles que cresceu e aprendeu muito!

Marta Machado

Partilha Guiúa

Pediram-me para escrever algumas palavras sobre o projecto. Para o fazer, peguei nos bilhetinhos, nas cartas, vi as fotografias e mandei tudo pelo ar porque nada, por mais que recorde, traduz tudo o que me apetece transmitir. Lá, não escrevi quase nada. As palavras pareciam-me curtas, pequenas e insuficientes, e o tempo dispendido a escrevê-las parecia perdido. Assim, pareceu-me mais próprio passar o tempo a viver e a saborear intensamente cada momento.


Fazer voluntariado é realmente uma experiência muito boa e enriquecedora para qualquer um. Fazer voluntariado pela E.A. é tudo isso e muito mais: é um privilégio, um orgulho. Foi quase enternecedor chegar a Moçambique e ver como o nosso nome está bem cotado, quase inscrito em cada um que se cruzou nos caminhos da Equipa.

Não me apetece falar-vos das amizades que fiz, dos momentos mais difíceis nem dos mais marcantes: só quem os viveu é que verdadeiramente os entende. Apetece-me sim falar das marcas que o projecto deixou em mim: voltei uma pessoa mais humana, mais densa, espero sinceramente que melhor. E mais feliz. E mais consciente. E com o enorme desejo que este curto espaço de tempo que vivi no Guiúa tenha deixado também uma marca na vida de todos os que connosco privaram.

Obrigada E.A., obrigada Manos, obrigada Equipa Missionária da Consolata, pela "amizade e confiança”.

Mariana Madrinha

Partilha Quelimane

Estou aqui há horas a tentar encaixar as ideias, para conseguir transmitir por palavras o que vivi durante um mês e meio... e não é fácil porque ainda não aterrei e já lá vão 2 semanas...


Comecemos então pelo príncipio. Aterrámos em Maputo e tinhamos a grande surpresa do Carlos e do Rui à nossa espera, para nos levaram à casa das irmãs que nos iriam acolher essa noite. Despedimo-nos do grupo de Guiúa e partimos de carro. Chegámos a casa das irmãs e fomos logo bem recebidos pela Irmã Ernestina que nos acompanhou durante aquele dia. Éramos então três grupos, Quelimanas, Metoras e Quissicos!

Senti uma mistura de sensações, por um lado a expectativa em relação ao meu projecto, por outro alguma impaciência por ter que esperar um dia inteiro para apanhar o avião para Quelimane! Passámos um grande dia em Maputo, almoçámos juntos no Piri-Piri, partilhámos e convivemos.

Dia 5 de Agosto (finalmente é chegado o dia)! Apanhámos o avião para Quelimane, fomos encostadas à hélice da avioneta durante 2 horas! Toda eu era uma bolha de ansiedade, esperava pelo projecto, pelo sítio, imaginava na minha cabeça o que iriamos fazer, quem iriamos conhecer, mil coisas que passavam pela cabeça...

Chegámos a Quelimane e tinhamos a Rosie à nossa espera, uma voluntária italiana que era responsável pela casa de voluntários onde iriamos viver no próximo mês e meio. Muito simpática, embora a língua fosse durante alguns dias uma barreira entre nós e outros voluntários.

O nosso trabalho

O nosso trabalho estava integrado no ‘’Ponto de Encontro’’ um projecto da ONG italiana que nos acolhia, a PMO (Progetto Mozambico Onlus). Fomos apresentadas à nossa coordenadora do projecto, Maria da Graça, uma leiga italiana que vive em Moçambique há mais de 20 anos e aos padres Dehonianos que iriam ser a nossa referência pastoral.

Ficámos então a conhecer o projecto que era constituido por vários cursos, biblioteca, catalogação de livros, grupos e associações de jovens. Fomos distribuidas consoante as nossas maiores facilidades, a Joana deu aulas de guitarra, a Rita deu aulas de Francês, eu dei aulas de Informática a Seminaristas e a Ana deu apoio à Informática e apoio à Matemática. Além disto, decidimos abrir um Clube das Artes (artes manuais, teatro, contos), onde todas pudessem dar aulas, assim eu dava aulas juntamente com a Ana e a Rita com a Joana.

Como não tinhamos escolinha no ‘’Ponto de Encontro’’, pusemos a nossa disponibilidade às irmãs Agostinianas que nos acolheram logo. Integrámos então, as aulas de Educação Visual em duas turmas e apoio à Língua Portuguesa.

Outra necessidade que tinhamos era a de um acompanhamento pastoral mais activo, voltámos a procurar, e conhecemos o padre Honório, padre Diocesano que nos deu a conhecer o grupo de jovens da paróquia, grupo esse que fez parte da nossa caminhada.

Assim começaram os nossos dias, entre cursos, jovens, apoio à biblioteca, catalogação de livros, e tudo o que fosse preciso. Foi no apoio à biblioteca que conheci os miudos que mais me marcaram. Comecemos pelo Timóteo, o jovem bibliotecário que nos ajudava nas tarefas mais complicadas de arrumar livros, o Felisberto que fazia parte do jornal ’Magumano’’, o Valério que era poeta , o Zito que tinha um sorriso gigante, o Nedson que era um lutador, o Mirage que nos chamava de estrelas d’África, entre outros que foram marcando o nosso dia a dia. Estou a escrever e as saudades apertam de uma forma que não consigo explicar, e ainda não toquei sequer no tema mais especial para mim... as Quelimanas!

Depois de resumir o projecto e o trabalho, vou-me focar agora na parte das expectativas, aprendizagens, relações, mudanças etc.



Expectativas:

Quando cheguei tinha algumas expectativas em relação ao sítio, queria muito trabalhar com crianças, mas o P. De Encontro é básicamente frequentado por jovens, e ainda não sabiamos se íamos para a escolinha.

Um dia estava sentada num banco, ao pé da biblioteca e vejo um bebé mínimo a vir ter comigo de braços abertos, chamava-se Mariano e iria ser a minha grande paixão! O Mariano tinha um ano e meio e a mãe seropositiva, que fazia parte do grupo de apoio a doentes com HIV. Todos os dias de manhã, antes de ir para a biblioteca ía buscar o meu abracinho ao Mariano, e isso enchia-me o coração só de olhar para aqueles olhos brilhantes.



As Quelimanas:

Esta parte é de longe a mais dificil pela quantidade de emoções que acarreta. Agradeço a Deus aos Deuses, a Alá, agradeço ao Espirito Santo, e às coincidências (ou não) da vida, que fizeram com que o meu grupo fosse este. Não é fácil falar de nós e quando uma de vocês, manas, ler isto, sabe do que estou a falar. A nossa ligação, as nossas partilhas, os pauzinhos auxiliadores de partilha, a nossa sintonia, as nossas pipocas, as nossas músicas, os nossos atrofios, os abraços que eram dados na hora certa sem perguntas, só e apenas, pelo conforto e apoio. A cumplicidade criada, as barreiras que foram quebradas, o trigo que foi separado do joio. As vidas que se cruzaram e aquilo que me transmitiram e me ensinaram. OBRIGADA!





As Mudanças e Aprendizagens:

Mudei algumas coisas, porque aprendi muitas mais. Aprendi que deixar o coração à mostra não é tão dificil assim, aprendi que olhar nos olhos não custa assim tanto, aprendi que dançar o Waka Waka em frente a 50 pessoas não faz de mim uma palhaça, e se fizer, azar. Percebi o grande sentido da formação da E.A, o peso que tem em nós e nos nossos valores e integridade. Aprendi a ouvir, aprendi a intervir na altura certa, aprendi a aceitar, aprendi a valorizar... aprendi principalmente a acreditar mais em mim. Talvez seja essa a grande mudança.



Agradecimentos e conclusões:

A todas as pessoas que se cruzaram no meu caminho neste mês e meio, à Rosie pela simplicidade, à Maria da Graça pela persistência, ao Timóteo por tudo o que me ensinou, ao Felisberto por me chamar Laurinha e pelo sorriso com que sempre me dizia ‘’Olá’’, ao Valério pelos poemas que deixava e pelas partilhas que fazia, aos meus seminaristas por acreditarem neles e nas suas capacidades e por terem saido de lá com um certificado, ao grupo de jovens pela disponibilidade constante e pela garra com que dançam! Ao Mariano por me ter feito perceber, cada vez mais, que as crianças são a força do mundo e que mesmo com o estômago vazio são capazes de soltar uma gargalhada. À Equipa d’África pela oportunidade, voto de confiança e privilégio que me deu para integrar um projecto novo e tão especial e por fim... às minhas manas porque sem elas nada disto seria possivel. Obrigada por esta missão, obrigada por me terem feito crescer, obrigada por fazerem parte da minha vida!

Catarina Morna Jardim

Partilha Metoro

Missão,


partir, estar, regressar...não pareceu um mês e meio! por mim ainda lá ficava! são tantas as alegrias, os risos, os alunos, os amigos, como é possível tanta coisa acontecer e parecer que foi numa semana? e voltámos há uma semana e parece que voltámos há um mês e meio!medo! como podemos mudar tanto?(nós próprios!) e aquilo tudo que nós dávamos só para ver mais uma vez a cara da Juliana, da Fátima, do Molidi, da Faina, do Alide, do Gruveta, Dojobinhas, Martinho, Chiquito... como é possível? trabalhar na escolinha traz tanto entusiasmo em ensinar e tantos sorrisos e gargalhadas que não vão fugir da memória nunca, no centro cada situação é inédita e insólita e demais!!!em casa..estamos mesmo em nossa casa!e na comunidade, por aí, estamos em casa, estamos em Metoro. "não podes midar resposta, somente si tem uma coisa para eu ficar com sua lembrança...

Boa longa vida para sempre" GRUA

Ana Amaral

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vendas Igrejas - Mês de Outubro

Olá maltinha,

Como estão desde Sábado?

Apesar do ano Equipa d'África 2011 ainda não ter começado, já temos agendadas algumas vendas em Igrejas e como tal gostaríamos de saber qual a vossa disponibilidade para estarem presentes.


Para o mês de Outubro são as seguintes:


Igreja Espírito Santo - Olaias

16 de Outubro - Sábado

17h
Pulga
Isabel


17 de Outubro - Domingo

11.00
Ana Amaral
Inês Simões
Filipa Mesquita


19.00
Rute
Susana Val





Segue o mapa para verem onde fica:




Igreja Nossa Senhora da Encarnação - Ameixoeira



23 de Outubro
19h
Paula Souto
Rita Roquette


24 de Outubro

10h
Inês Simões

12h
Paula Souto
Inês Simões
Rute Cerqueira

19h
Paula Souto
Rita Roquette



Segue o mapa para verem onde fica:



Igreja São Pedro - Prior Velho


30 de Outubro - Sábado



18.30
Rute Cerqueira




31 de Outubro - Domingo

10.30



Segue o mapa para verem onde fica:


Quem puder ir buscar o caixote ou trazer da venda diga-nos.


Obrigada,
Tamos juntos Equipa!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Reunião e Missa de Chegada

Olá a todos.
Como estão? Esperemos que bem.

É já no proximo sábado, dia 9 de Outubro que vai acontecer a missa de regresso, será às 19:15 na Paróquia de Algés.

Este ano decidimos fazer uma reunião geral sobre o ano EA 2010, o que correu bem, o que correu mal, coisas a melhorar, etc e será no mesmo dia às 16h. O que vos pedimos é que confirmem se vão vir à reunião ou não.
Depois desta reunião teremos o ensaio para a missa por isso quem toca viola que traga.
Pensamos que seja tudo, qualquer mudança avisaremos por mail.


Tamos Juntos
A Direcção

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Agradecimento

O Jantar de Chegada dos projectos da Equipa d'África 2010 foi um sucesso!

Queremos agradecer em especial à SIMECQ, Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense, pela cedência do espaço e todo o apoio logístico dos seus funcionários; ao Frescos & Ca. da Damaia, ao Centro Paroquial do Bairro 6 de Maio e em particular à Irmã Deolinda, pelo empréstimo das suas instalações e ao Homero que gentilmente mais uma vez se ofereceu para preparar uma refeição tipicamente africana!


A todos os convidados, voluntários e amigos presentes, o nosso obrigada por mais uma vez mostrarem o apoio e dedicação à Equipa d'África.


Um obrigada especial a todos aqueles que antes, durante, e após o evento ajudaram na sua concretização. É aqui que somos Equipa, e sem eles o jantar não seria possível.